quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ex-guitarrista do Manowar se apresentou em São Paulo

 Ross The Boss é um nome que para muitos é sinônimo de heavy metal. Para quem não o conhece, basta dizer que ele é um dos principais responsáveis pela criação do que hoje em dia chamamos true metal. Ross é, juntamente com Joey DeMaio, o fundador do Manowar e um dos principais músicos que já passou pelo grupo. No período compreendido entre 1980 e 1988, gravou todos os maiores clássicos da banda, como: Battle Hymns, Into Glory Ride, Hail To England, Sign Of The Hammer, Fighting The World e Kings Of Metal. Praticamente todas as músicas mais conhecidas, aquelas pedidas em todos os shows, estão nesses álbuns.

Após algum tempo sumido, tocando com diversas bandas, o guitarrista montou um projeto que leva seu nome e já gravou dois CDs: New Metal Leader e mais recentemente, Hailstorm.

Confesso que desde que foi anunciada sua vinda ao Brasil, não sabia muito o que esperar e, foi movido por uma certa ansiedade que rumei até o Manifesto Bar, torcendo para assistir a uma boa apresentação!

Infelizmente o número de pagantes foi bem aquém do que era esperado. Não sei dizer se o fato de estarem ocorrendo outras apresentações nesse mesmo dia, contribuiu para isso, mas ficou óbvio que o público deixou a desejar...

Para compensar, quem não foi perdeu um ótimo show. Ross e companhia foram super receptivos e essa empatia foi refletida pela platéia.

A primeira música foi Kingdom Arises seguida de Blood Of Knives (de seus trabalhos solos) e Thor, a primeira de muitas do Manowar. Nem é preciso dizer que foi cantada por todos que ali estavam.

O set seguiu com God Of Dying e Gloves Of Metal, essa sim, uma verdadeira surpresa. Sua antiga banda não a toca há muitos anos! Outras de sua carreira solo We Will Kill e Dead Man’s Curve que antecederam mais dois clássicos Death Tone e Shell Shock.

Um fator que contribuiu imensamente foi o som. Era possível entender tudo, nada estava embolado e nem muito alto. O próprio Ross elogiou a casa.

Para satisfação dos fãs, ainda tinha muito mais por vir e a banda tocou The Shining Path, Hail To England, Kill With Power e Fighting The World, outra grata surpresa que não constava no repertório e encerrou essa parte da apresentação.

Para o encore reservaram Hailstorm, Hail And Kill e a mais esperada de todas, a indefectível Battle Hymn, que da metade pra frente precisou ser repetida, em virtude de uma falha no contrabaixo. Nada que tivesse desanimado à banda ou ao público.

Os músicos ainda deram um exemplo de cavalheirismo. Atenderam a todos (sim, todos!) os que levaram itens para autografar ou simplesmente queriam trocar uma idéia, um exemplo que deveria ser seguido por mais pessoas.

Agora é esperar e torcer por um retorno em terras brasileiras!

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