domingo, 10 de junho de 2012

Corey Taylor fala sobre o Metal

O frontman do Slipknot e também do Stone Sour Corey Taylor como sempre anda falando muito. Até aí nada demais, visando que o cara não tá falando nenhuma besteira. Dessa vez, em entrevista ao The Guardian, Corey falou sobre o gênero de música que o fez ser mundialmente conhecido: o metal.

“O que me emputece é que só falam sobre metal desse modo ‘o metal vai matar seus filho’. Seria melhor se nem falassem da gente”, disse. “É o último espírito rebelde na música. É a voz dos desgarrados. É por isso que apela a tantas pessoas quando elas são mais jovens e ainda apela quando essas pessoas têm 40 anos de idade, não querem crescer”, completou.

Um dos editores do jornal, Alexis Petridis, respondeu: “Eu não insultaria aos artistas envolvidos. Se eu não entendo da música, não há por que escrever sobre ela. Ela nunca apelou a mim quando eu era criança. Talvez eu não fosse raivoso o suficiente. Eu tentei apreciar ‘Reign In Blood’ do Slayer  como uma obra de música extrema. Eu tentei ouvir Black Metal Norueguês como um gênero vanguardista de arte, e não rola pra mim. Eu acho que de fato, é melhor pro metal existir fora desse meio. Se você recebe o respeito do Hall Of Fame, e se isso é mainstream, isso não significaria que o metal não teria contra o que lutar?”

Petridis também falou positivamente sobre o metal e seus fãs: “O legal sobre os fãs de Metal é que eles são incrivelmente leais. Em qualquer outro gênero – hip hop, alt-rock – as coisas se mexem depressa. Os artistas gravam um ou dois discos, e daí desaparecem. As bandas de metal podem se desenvolver. Uma banda pode tocar em Wembley arena pela primeira vez e estar no sexto disco, o que não aconteceria em nenhum outro gênero. É o único gênero do qual me lembro onde bandas podem passar por imensas mudanças na formação que matariam uma banda mainstream sem deixar vestígios.”

Corey finalizou comentando a superação dos músicos de metal: “A próxima geração sempre está tentando superar a anterior, ir mais longe, tentando achar aquele frenesi que não foi causado ainda. O Black Sabbath, depois o Metallica, depois Marilyn Manson e depois nós. Há essa necessidade de se subir de patamar – eu não vejo isso em nenhum outro gênero.”

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