Shows de bandas nacionais e internacionais, peças de teatro para adultos e crianças, uma mostra com panorama do cinema britânico contemporâneo, espetáculos de dança e até uma exposição multimídia sobre o universo esportivo britânico. Estas são algumas das dezenas de atrações gratuitas que estarão à disposição a partir de 25 de maio e durante todo o mês de junho dentro do 16º Cultura Inglesa Festival.
Uma
das novidades da edição deste ano é a expansão oficial do Festival.
Além de São Paulo, as cidades de Campinas, Sorocaba, São José dos Campos
e Santos farão parte do circuito e terão programação sob medida focada
em música, cinema e exposição.
“O
crescimento do Festival, tanto em número de atrações, quanto no de
cidades que receberão o evento, traz também uma perspectiva de ampliação
no número de público presente e, consequentemente, de visibilidade da
marca e da disseminação da cultura britânica, um dos nossos focos
principais”, explica Laerte Mello, Gerente Cultural da Cultura Inglesa. A
expectativa dos organizadores é atrair um público de mais de 60 mil
pessoas.
Conheça agora, em detalhes, a programação do 16º Cultura Inglesa Festival já confirmada para a cidade de São Paulo.
Música –
Para os amantes da música, o Festival traz atrações de tirar o fôlego.
Os ingleses do The Horrors vêm ao Brasil pela primeira vez. Banda
formada em 2005 em um clube underground na cidadezinha de
Southend-on-Sea, eles trazem toda a influência do Birthday Party e do
Bauhaus, bem como os sucessos de seus três álbuns – sendo Sying, lançado
em julho do ano passado, o último deles. O The Horrors se apresenta no
dia 27 de maio, em São Paulo, mesma data da apresentação da trupe do We
Have Band.
O
trio londrino We Have Band, composto por Darren Bancroft, Dede
Wegg-Prosser e seu marido, Thomas Wegg-Prosser, faz um som que mescla os
grooves do Talking Heads com as melhores batidas eletrônicas ao estilo
Hot Chip para fazer o público dançar enquanto os músicos se divertem
tocando.
“Nessa
edição, as bandas terão um recorte mais contemporâneo em relação ao
Festival anterior, já que são voltadas para o cenário musical das duas
últimas décadas no Reino Unido”, afirma Alexandre Matias, curador
responsável pela parte musical do 16º Cultura Inglesa Festival.
Para
completar o line-up, o Festival apresentará ainda tributos a duas das
maiores bandas do universo britânico. O grupo Garotas Suecas, vencedor
da categoria “Aposta MTV” no VMB de 2008, tocará os grandes sucessos dos
Rolling Stones; enquanto que o trio goiano Banda Uó, vencedor da
categoria “Melhor Webclipe” no VMB 2011, apresentará repertório do The
Smiths. As duas bandas nacionais foram escolhidas pelos próprios alunos
da Cultura Inglesa por meio da votação online Let’s Rock Together.
A
maratona de shows ainda contempla apresentações com bandas formadas por
estudantes da Cultura Inglesa: King Crab e seu rock
progressivo; Broth3rhood e o rock mais cru influenciado pelo Arctic
Monkeys; e Sociopatas, com seu blues elétrico forte e vibrante terão a
oportunidade de subir no palco para tocar para um público formado por
milhares de pessoas. As duas primeiras bandas também foram escolhidas na
ação online feita com os alunos. Já a última, ganhou o direito de tocar
no 16º Cultura Inglesa Festival por ter vencido o Cult in Music,
festival anual com bandas de alunos da Cultura Inglesa.
A
banda Freech, criada em 2012 em um projeto especial promovido pela
Cultura Inglesa, abrirá os shows. A banda tocará o single “Live to
Learn”, uma espécie de manifesto pela liberdade para se aprender e viver
uma cultura através das suas escolhas.
E,
para agitar ainda mais a noite paulistana, o Cultura Inglesa Festival
traz a São Paulo o DJ britânico Andy Blake, mentor do finado e cultuado
selo londrino Dissident. Ele comanda as pick ups dia 25 de maio no
Studio SP Vila Madalena.
Entre
25 e 31 de maio, o Festival apresentará a Mostra Panorama do Cinema
Britânico Contemporâneo, composta por filmes em sua maioria inéditos no
Brasil. Entre eles, a ficção científica “Ataque ao prédio” - uma
co-produção entre Reino Unido e França, dirigido pelo ator, humorista e
escritor Joe Comish. O longa conta a história de uma hilária e inusitada
invasão alienígena em um conjunto habitacional do subúrbio de Londres.
Mesmo realizado com baixo orçamento, o filme foi um sucesso por onde
passou – no fim de semana de estreia chegou a ocupar o terceiro lugar no
ranking das maiores bilheterias londrinas, além de acumular prêmios
como o especial de júri no Festival de Sitges, e do público, no Festival
de Los Angeles.
Também
entre 25 e 31 de maio, o Festival contará com uma retrospectiva de
filmes protagonizados por David Bowie, um dos maiores ícones da cultura
pop britânica, e que se transformaram em obras cultuadas por críticos,
cinéfilos e aficionados. Um dos destaques da Mostra Bowie no Cinema é a
exibição do clássico “Labirinto – A Magia do Tempo”, produzido por
George Lucas e dirigido por Jim Henson. O filme foi lançado em 1986 e se
tornou uma febre entre crianças e adolescentes quando estreou.
Para
finalizar a programação de longas, o Festival traz
a Mostra Mockumentários Britânicos, que acontece entre 28 e 30 de maio
na Sala Cultura Inglesa do Centro Brasileiro Britânico, e traz algumas
pérolas do cinema inglês realizadas no formato de falsos documentários,
como o filme “O Último Filme de Terror”, lançado em 2003. Dirigida por
Julian Richards, a obra impactou o mundo inteiro ao apresentar o
universo assustador do serial killer Max Parry, que usa vídeos caseiros
para escolher suas próximas vítimas. Tudo de mentira, mas filmado como
se fosse a mais pura realidade.
“Os
projetos propõem mais do que a disseminação da cultura britânica. Eles
envolvem as culturas do Brasil e da Inglaterra. O grande diferencial
está no trazer o que é bonito, poético e artístico para os brasileiros,
junto com a cultura britânica”, diz Rafael Sampaio, curador responsável
pela seleção dos filmes exibidos no Festival.
Curtas -
Três curtas brasileiros inspirados em obras do Reino Unido também farão
parte da programação do Festival e serão exibidos antes dos longas. “Os
Barcos”, “Pequenos” e “Fogos No Céu de Meia-noite” ficarão em cartaz
entre 25 e 31 de maio.
O
primeiro, inspirado no clássico romance “As Ondas”, de Virginia Woolf,
busca uma relação um tanto sensorial com o espectador, aproximando-o do
turbilhão de sensações intensas manifestadas durante as brincadeiras e
uma série de outras ações simples que acontecem no encontro de seis
amigos pré-adolescentes (três meninos e três meninas) durante uma tarde
em um sítio.
Livremente
inspirado no romance irlandês “Paddy Clarke Há Há Há”, de Roddy Doyle, o
curta “Pequenos”, por sua vez, retrata o cotidiano de férias de Lucas,
um garoto de 11 anos, que passa os dias se divertindo com os colegas,
enquanto se aproxima cada vez mais de Ana, a irmã de seu melhor amigo. A
força da obra está justamente nos personagens, nas suas interações,
sentimentos e emoções.
A
música “I Wanna Hold Your Hand”, dos Beatles serviu como fonte de
inspiração para a concepção de “Fogos No Céu de Meia-noite”, uma
história que traz problemas reais de personagens comuns. O curta fala
sobre as escolhas e bifurcações que aparecem na vida e nos caminhos que
escolhemos trilhar ao longo dela. O filme, feito de uma forma que se
revela aos poucos para surpreender no final, conta a história de Bia e
Teo, dois jovens na casa dos 20 anos, ávidos por experimentar as 1001
coisas que se deve fazer antes de morrer.
Teatro
Infantil – Inspiradas em obras britânicas, três peças infantis farão
parte da programação do Festival. “A Menina Lia”, “Fora do Bumbo – O
Musical” e “O Menino Que Mordeu Picasso” ficarão em cartaz no Auditório
Cultura Inglesa-Higienópolis, sempre em três sessões – aos sábados, 15h e
17h, e aos domingos, 16h.
A
primeira peça, inspirada no livro “Matilda”, de Roald Dahl, conta a
história de uma garota solitária e incompreendida pelos pais, que se
refugia nos livros – único lugar em que encontra amigos de verdade. As
apresentações acontecerão nos dias 26 e 27 de maio.
Inspirado
em “O Menino Que Mordeu Picasso”, de Antony Penrose, a peça homônima
conta, com caráter memorialístico, o encontro de um menino inglês de
seis anos com um dos maiores gênios da arte, Pablo Picasso. A adaptação
explora cinco obras de Picasso, entre desenhos, pinturas e esculturas,
retratadas em cenas diferentes. As apresentações acontecerão nos dias 2 e
3 de junho.
Baseado
em histórias, poemas e canções do pintor e escritor inglês Edward Lear
(1812-1888), “Fora do Bumbo – O Musical”, fala sobre um músico
brasileiro que quer participar de um concurso de bandas na Rússia e
parte em uma viagem pelo mundo para encontrar diversos parceiros. As
apresentações acontecerão nos dias 9 e 10 de junho.
Teatro
Adulto - Três peças voltadas para o público adulto, escritas por
dramaturgos britânicos, também farão parte do Festival. “O Salão de
Baile Elétrico”, “Menos Emergências” e “Órfãos” ficarão em cartaz no
Teatro Cultura Inglesa-Pinheiros, em sessões às 21h de sexta e sábado, e
às 19h no domingo.
“O
Salão do Baile Elétrico” é uma fábula escrita pelo irlandês Enda Walsh.
Contando a história de duas senhoras sexagenárias, que estão confinadas
em sua juventude, na década de 50, o espetáculo é recheado de humor,
crueldade e nostalgia. As apresentações acontecerão nos dias 25, 26 e 27
de maio.
“Menos
Emergências”, do britânico Martin Crimp, é uma obra prima de
minimalismo teatral, sobre a violência e desolação que devasta nossa
época. Um grupo de pessoas se reúne para contar três histórias - a
primeira, sobre uma mulher que percebe que o casamento é um erro, mas
continua cúmplice do marido; a segunda sobre um massacre escolar, nos
moldes de Columbine; e a terceira sobre o filho do casal da primeira
história, que está trancado em uma torre, enquanto a violência parece
tomar conta do lado de fora. As apresentações acontecerão nos dias 1, 2
e 3 de junho.
Escrita
em 2009 pelo dramaturgo britânico Dennis Kelly, “Órfãos” trata de
questões universais pertinentes a qualquer metrópole e reúne discussões
sobre valores sociais. A peça se passa na casa de Helen e Danny, em um
subúrbio de classe média britânica. Liam, irmão caçula de Helen, chega
para jantar com a roupa suja de sangue. A partir daí, um jogo de
revelações e contradições começa. As apresentações acontecerão nos dias
8, 9 e 10 de junho.
Artes
Visuais – Os amantes da arte visual contemporânea também recebem
atenção especial por meio de três exposições que farão parte da
programação do Cultura Inglesa Festival. “Oeste, Oeste, Oeste”,
“Escultura de Uma Janela” e “View Inside English Contemporary
Heart” serão expostas entre 25 de maio e 10 de junho, de segunda à
sexta, das 10h às 19h e sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h, no
Espaço Cultural David Ford, localizado no Centro Brasileiro Britânico,
em Pinheiros.
A
primeira exposição baseia-se na pintura “East Of West”, de Sean Scully,
que transforma 12 estudos em uma única pintura final, que terá a
relação de cores baseadas na obra original. Inspirando-se na ideia de
vedação e simulação, “Escultura de Uma Janela” surgiu a partir da
definição de Robert Barker, no final do século XVIII. Erica Ferrari
mostrará uma reprodução imperfeita da janela pertencente ao edifício da
Associação Cultura Inglesa, moldando um elemento oculto a uma memória
imaginária.
Também
integrando a arte contemporânea brasileira com a britânica, a “View
Inside English Contemporary ‘Heart’” traz duas séries de pinturas de
Rodrigo Cunha, inspiradas nos pintores ingleses Lucian Freud e David
Hockney. A mostra relaciona a absorção do sentimento e da expressão
realista, a partir de um ponto de vista autobiográfico, melancólico e
existencialista da presença do homem.
Dança
– Três espetáculos, também inspirados na cultura e arte britânica,
trarão a dança para a programação do Festival. “Vácuo”, ”Tempest” e
“Farmácia” ficarão em cartaz na Galeria Olido – Sala Paissandu. Às
sextas e sábados, com sessões às 20h, e domingos às 19h.
Inspirado
no trabalho de Mike Nelson, artista contemporâneo
britânico, “Vácuo” mistura ficção e realidade, construindo instalações e
ambientes, reorganizando objetos impregnados de história e fazendo com
que o espectador reformule a experiência através da imaginação. As
apresentações acontecerão nos dias 25, 26 e 27 de maio.
Já “Tempest” tem
como inspiração o quadro “Snowstorm”, do inglês J.M.W. Turner. Criando
uma tempestade dentro de um teatro, a coreografia é composta por quatro
elementos: dança, música, luz e tecnologia. As apresentações acontecerão
nos dias 1, 2 e 3 de junho.
Com
referências poéticas no trabalho de Damien Hirst, artista plástico
britânico, “Farmácia” é representada no interior de uma farmácia,
propondo uma reflexão acerca da automedicação, por meio de uma dança que
se constrói movida à ingestão de pílulas fictícias. As apresentações
acontecerão nos dias 8, 9 e 10 de junho.
Os
espetáculos de teatro e dança, assim como os curtas-metragens e as
exposições de artes visuais foram selecionados por meio de edital e
curadoria externa à Cultura Inglesa.
Universo
Esportivo Britânico – O paulistano terá a oportunidade de conhecer mais
sobre modalidades tipicamente inglesas, como críquete e rúgbi. A
exposição multimídia sobre o Universo Esportivo Britânico mostrará como a
fome de bola dos ingleses influencia o mundo e a própria cultura
britânica.
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