METAL MEDIA FEST
Poucas são as pessoas que se atrevem a trabalhar em prol do heavy metal nacional, ainda mais com o objetivo de ajudar em seu crescimento, de forma organizada e profissional. Investindo no seguimento de assessoria e management, a Metal Media vem se destacando e, em menos de dois anos tornou-se referência em nosso país, trabalhando em prol de várias bandas emergentes, ajudando no desenvolvimento e fortalecimento de suas carreiras, não só no Brasil, mas no exterior também.
Foi com esse intuito que foi realizado aqui em São Paulo, o Metal Media Fest que contou com três bandas paulistas de seu cast: HellArise, Reviolence e Woslom.
A HellArise abriu a noite mostrando porque vem recebendo boas críticas da mídia especializada. Infelizmente o som não ajudou muito, ora melhorava, ora piorava. A impressão que tive foi que não existiu passagem de som e as coisas estavam sendo resolvidas ali na hora. More Mindless Violence, iniciou o show, que teve Dead Fall, More Than Alive, Ivory Stones e Drowning.
O ponto alto da apresentação foi Violent Revolution, cover dos alemães do Kreator, dedicada a todos os grupos que se apresentariam posteriormente. O set seguiu com: My Outrage, I Don’t Believe, Liar e a longa Human Disgrace que encerrou o show.
A próxima banda foi a Reviolence, já bastante conhecida do público paulista, que aproveitou para apresentar o novo vocalista, Raphael Wiltemburg em uma apresentação bastante pesada, mas altamente prejudicada pelo som. Tudo estava muito abafado, mal dava para entender as músicas. Até o cover de Pantera Five Minutes Alone ficou estranho. Já tive a oportunidade de assistir a vários outros shows do grupo e sei de seu potencial; realmente uma pena.
A Woslom foi a última atração da noite e a única que tocou com o som melhor regulado, o que sem dúvida os favoreceu. No repertório, músicas do CD Time To Rise, como a faixa título, Beyond Inferno, Check Mate, The Deep Null, Downfall e Mortal Effect.
Tocaram com muita energia e satisfação, o que foi sentido pelo público que respondeu da mesma forma.
Que eventos como esse comecem a se tornar rotineiros, favorecendo principalmente quem batalha incansavelmente pelo underground.

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